sexta-feira, 25 de setembro de 2009


Mirangem
(a todas aquelas que eu econtrar pelo trajeto)

Dia desses
Avistei uma miragem
Uma criatura
Diferente de todas que já vi
Como uma paisagem
Feita de candura
Ele
Não tirei os olhos dele
Queria usufruir o quanto pudesse
Pois sei que miragens desaparecem
Seu corpo era amplo
Tinha longos braços
Feitos para doar abraços
Nunca ganhei presentes de uma miragem antes
Esta me foi generosa
Seus olhos possuíam um brilho
Que não se pode descrever
Como orvalho na aurora
Olhos que presentearam-me com um afago
Cantou-me o verso de uma canção
Não me lembro o que dizia
Mas por certo era algo bom
Pois me acalentou o coração
Para minha boa sorte
Vi ele outras vezes
E ainda tenho visto
Além de mim
Há quem note
Descobri que a miragem
Não é miragem
Ele existe
Seu brilho é de verdade
Sua voz é som de fato
Real também é seu abraço
Mas serão seus olhos reais?
De onde vem aquele olhar que afaga?
Que aquece
Este é o mistério que permanece
Se é real ou ilusão
É de certo divina criação
Enquanto ele aparecer
Enquanto ele permanecer
Por hoje
Por amanhã
Por séculos
Não me importa questionar
Quanto tempo vai durar
Por hora
Acredito
Permito-me encantar

by Soraya Gonçalves
24 de setembro de 2009


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